A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã dessa quarta-feira (17), 79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva no âmbito da
operação Rejeito
A reportagem da Itatiaia apurou a identidade dos dois investigados foragidos: Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto e Jamis Prado de Oliveira Junior.
Neste texto, entenda a participação de cada um deles no suposto
esquema de mineração ilegal em Minas Gerais
Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto
Segundo fontes da Itatiaia, Hidelbrando Neto viajou para os Estados Unidos na véspera do cumprimento dos mandados e, por isso, não foi preso na manhã de quarta-feira.
Ele é vice-prefeito de Itaúna, na Região Centro Oeste de Minas Gerais, e é filiado ao Partido Liberal (PL).
Conforme
documentos da investigação
A Polícia Federal obteve acesso a mensagens trocadas por meio de um aplicativo de mensagens onde o investigado discute atividades ilícitas de atuação em corrupção para comprar licenças ambientais.
Jamis Prado de Oliveira Junior
Conhecido pelo apelido “Juninho”, Jamis Junior é apontado pela investigação como um dos membros mais antigos da organização criminosa e é réu em outros processos na Justiça.
As autoridades apontam Juninho como operador financeiro e logístico do esquema e descrevem que ele atuava na organização de empresas de fachada para movimentação de valores indevidos provenientes de corrupção.
Um dos alvos de mandado de prisão preventiva, Jamis Júnior não foi localizado pela Polícia Federal. Ele está foragido, e a reportagem não obteve informações sobre o seu paradeiro.
A Itatiaia entrou em contato com Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, caso queira se posicionar, e não localizou representantes de Jamis Prado de Oliveira Junior. O espaço segue aberto.
Entenda a Operação Rejeito
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã dessa quarta-feira (17),
79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva
O objetivo da Operação Rejeito é desarticular uma organização criminosa investigada por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados com o processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais.
Segundo a investigação, empresários, lobistas e agentes públicos movimentavam valores bilionários por meio de empresas de fachada, propinas a servidores públicos e concessão irregular de licenças ambientais.
“Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos”, detalhou a PF.
Segundo os investigadores, projetos em andamento da organização criminoso poderiam render mais de R$ 18 bilhões às
mais de 60 empresas envolvidas
Os investigados podem responder pelos seguintes crimes:
- Crimes ambientais;
- Usurpação de bens da união;
- Corrupção ativa;
- Corrupção passiva;
- Organização criminosa;
- Lavagem de dinheiro;
- Embaraçamento à investigação de organização criminosa.
A Operação Rejeito, iniciada em 2022, foi deflagrada em conjunto Controladoria-Geral da União (CGU) e contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal.