Em entrevista à Itatiaia, Edson Alves Pereira, pai de
Alice Martins Alves, mulher trans de 33 anos que morreu nesse domingo (9)
Segundo Edson, há meses Alice vinha demonstrando medo de sair de casa.
Crime de ódio aconteceu em 23 de outubro
Alice, mulher trans de 33 anos
De acordo com o pai, os agressores a esperaram na Rua Sergipe, quando ela atravessava em direção à Avenida Getúlio Vargas, após sair de uma lanchonete. “Eles estavam esperando ela. Quebraram o nariz, várias costelas, e ainda pisaram nas pernas dela”, contou. A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado o crime.
Depois da agressão, Alice apresentou vômitos e dificuldade para se alimentar. Ela ficou internada por duas semanas em um hospital da capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (9).
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o caso será investigado pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A suspeita é de crime de ódio motivado por transfobia. Até o momento, ninguém foi preso.
Brasil é o país que mais mata pessoas trans
O Brasil é, pelo 17º ano consecutivo, o país que mais mata pessoas trans no mundo. Em 2024, 105 pessoas trans foram assassinadas no país, segundo o relatório Dossiê: Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024 – da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira, da Rede Trans Brasil.
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(Sob supervisão de Alex Araújo)