Em tempos em que a violência contra crianças e adolescentes ainda persiste como uma das mais graves violações de direitos no país, ampliar o debate público sobre o tema se torna necessário e urgente. É com esse foco que o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Dona Preta, em João Monlevade, promove no próximo dia 20 de maio, uma roda de conversa aberta à comunidade, dentro da programação do Maio Laranja.
Mais do que um evento pontual, a iniciativa busca estimular a conscientização coletiva e fortalecer a rede de proteção às vítimas de abuso e exploração sexual. O encontro será realizado às 14h, na sede do equipamento, no bairro Rosário, e contará com a participação da juíza Waneska de Araújo Leite, que irá conduzir o diálogo com o público.
A proposta, segundo os organizadores, transforma a informação em instrumento de prevenção. Ao reunir poder público, especialistas e comunidade, o debate cria um ambiente de escuta e orientação, essencial para romper o silêncio que ainda cerca muitos casos de violência. A escolha pelo formato de roda de conversa reforça esse caráter participativo, permitindo que dúvidas sejam esclarecidas e experiências compartilhadas.
A mobilização ganha ainda mais relevância diante do papel estratégico desempenhado por programas como o Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), que atua diretamente no acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade. A participação ativa dessas famílias, aliada ao engajamento da sociedade, é apontada como fundamental para identificar sinais de violência e acionar os mecanismos de proteção.
Para a Secretaria Municipal de Assistência Social, a discussão vai além da conscientização: trata-se de fortalecer vínculos comunitários e ampliar a responsabilidade coletiva na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. “O enfrentamento desse tipo de violência exige informação, vigilância e ação conjunta”, destacou a secretária Rita de Cássia da Cruz Souza.
Ao abrir espaço para o diálogo, o município reforça que a proteção da infância não é uma tarefa exclusiva das instituições, mas um compromisso de toda a sociedade. Iniciativas como essa contribuem para dar visibilidade ao problema, incentivar denúncias e, sobretudo, construir uma cultura de cuidado e respeito.
A expectativa dos organizodores é de que o encontro funcione como um ponto de partida ou de continuidade para uma atuação mais integrada entre poder público e comunidade, ampliando o alcance das ações e tornando mais efetiva a rede de proteção local.