BH tem caso de coronavírus em cachorro identificado pela primeira vez

Resultados de pesquisa com participação da UFMG têm reforçado a ideia de que pets podem ser contaminados no convívio com os humanos, mas não o contrário

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais identificaram em Belo Horizonte, pela primeira vez, o novo coronavírus em um cachorro. O animal é da raça boxer e conviveu com tutores com diagnóstico para a doença.

O professor David Soeiro, do Laboratório de Epidemiologia e Controle de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou, ao site da instituição, que os resultados reforçam a ideia de que pets podem ser contaminados no convívio com os humanos, mas não o contrário. Por isso, cientistas sugerem o uso de máscara e distanciamento dos animais para as pessoas que estão com Covid-19.

Além desse cão em Belo Horizonte, outros dez animais foram identificados como positivos para o novo coronavírus no Brasil: cinco cães (sendo quatro em Curitiba e um em Campo Grande) e cinco gatos (sendo um em Cuiabá, um em Curitiba, dois na região metropolitana de Recife e um em Campo Grande).

Os animais testados fazem parte de um projeto de pesquisa financiado pelo CNPq e Ministério da Saúde que abrange seis capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Recife (PE), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT).

A pesquisa ainda busca voluntários em BH que podem fazer contato pelo e-mail [email protected] Serão testados gratuitamente os animais de companhia cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico confirmado.

OTempo