Governo de Minas estuda rever processos com participação de citados na Operação Rejeito

O Governo de Minas Gerais acionou o Ministério Público (MPMG) pela revisão dos licenciamentos ambientais concedidos a empresas citadas na
Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF)
. Dezenas de organizações são citadas na investigação que aponta pagamento de propina para obtenção de permissão para minerar em áreas críticas como a Serra do Curral.

Durante um evento para a reabertura do bloco cirúrgico do Hospital Cristiano Machado, em Sabará, o vice-governador Mateus Simões (Novo) ainda afirmou que o Executivo Estadual estuda uma forma de auditar processos que tiveram a participação de
servidores exonerados
por possível participação no esquema investigado.

“Já conversamos com o Ministério Público para que todos os licenciamentos que envolvem esse grupo econômico possam ser revistos independentemente do momento em que eles foram feitos. Além disso, estamos discutindo a adoção de outros procedimentos de auditoria nos processos em que esses profissionais que nós já demitimos atuaram de qualquer forma para que a gente possa ter garantia de que Minas Gerais vai ser, inclusive, indenizada pelos prejuízo que tenham sido causados por essa quadrilha”, disse.

Simões não detalhou a operação interna pretendida pelo governo. A reportagem entrou em contato com o Ministério Público para saber se alguma medida está em curso após a solicitação do Governo de Minas e aguarda uma resposta.

A Operação Rejeito foi deflagrada na última quarta-feira (17) e cumpriu mais de cem mandados de busca e apreensão e prisão. A investigação se debruça sobre um possível esquema bilionário de fraudes no licenciamento ambiental que inclui o pagamento de propina a órgãos fiscalizadores com o objetivo de viabilizar a
atuação de mineradoras em pontos críticos, como a Serra do Curral
.

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